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sábado, 6 de junho de 2009

Werther por Plasson

Quando falamos em Massenet, estamos falando de uma música refinada que encontra-se no auge da música romantica francesa. Massenet destacou-se em sua época com uma música totalaemtne romantica, com uma delicadeza que não era presente em gounod ou mesmo Thomas. Sendo Massenet considerado da segunda fase do romantismo, ele consegrou a ópera francesa com obras maravilhosas como Manon, Thais, Herodiáde... Até em óperas mais desconhecidas por nós ele cria uma atmosfera maravilhosa, como em Esclarmonde e Ariana.
A música refinada de Mssenet faz-se criar atmosferas tão interessantes que iremos falar de algumas somente: Quando o nosso herói, Werther entra em cena, logo em suas primeiras falas cria-se um clima melancolico para ele, com um tanto daquele sentimento arcade de que o amor é melhor ploriferado no campo.
A música que exigida na personagem de Werther é diferente das outras, ela é triste e melancolica, e o personagem tem que caber a um tenor ou barítono com um timbre lírico, em que fique leve, flutuando sobre a música, e que assim mantenha-se a obra inteira. Goethe não era um romantico, por isto ele não idealiza Werther em um quadro Medievalista, por isto que ele morre no final com um suicidio. Se Werther fosse um herói romantico ele seria idealizado cnforme os valores medievais, no qual o suicídio não é cabível, outro motivo para que a voz para Werther não seja pesada, e viril, mas sim pura e juvenil, sem comprometimentos com o resto do mundo...
Para o nosso herói Massenet não dá difiuldades tecnicas quando comparadas a intepretativas, por isto alguns barítonos tem enfrentado o papel com exito, dentre eles Tomas Hampson. Mas querendo ou não querendo um dos grandes conhecedores do papel com certeza foi Alfredo Kraus, que não fica pessado na cena, e sim "flutua" aos ouvidos. Wether de Kraus é magnifico.
Ao contrário de Wether, o papel de Charlotte é mais interessante pois é uma mulher mais forte que o habitual. Ela valoriza a moral, e assim desenvolve uma música diferente. Por mais incrível qiue pareça, o mesmo que ocorre com Werther ocorre com Charlotte, ambos podem ser interpretados tanto por vozes de timbre grave como agudo. Charlotte é um papel que já foi cantado por Victora de Los Angeles, uma grande soprano, com um trabalho muito bem feito, mas eu sinceramente prefiro vozes como a de Régine Crespin para mais grave. Pois o timbre de mezzo normalmente é uma mulher vilã, ou antagonista, e num papel como Charlotte ela tem que ser uma mulher pura como as outras. Neste papel mostra-se se uma Mezzo é boa em sua capaciade interpretativa. Troyanos consegue isto com maravilhas, seu timbre é grande amplo e puro, e consegue ser claramente doce. troyanos faz uma Charlotte tão pura e sofrida como ninguém, e mostra como o papel cabe bem mesmo a uma Mezzo.
A regencia de Plasson é claramente francessa, mas também muito delicada e isto mantém um clima saboroso que estende-se para toda a obra. O regente, na época mais jovem que hoje, faz um trabalho espirituoso. Na minha opnião a escolha de elenco foi das mais inteligentes, pois a dupla Kraus e Troyanos só deve estar pálio, para mim com a Kraus e Crespin. Plasson faz a gravação ficar tão boa como seria em um palco de ópera "ao vivo", ele faz isto com uma qualidade de som que só a EMI tem.

Werther by Jules Massenet performed in French
Conductor Michel Plasson - 1979(STU)
Orchestra - London Philharmonic Orchestra
Chorus - Covent Garden Singers
Werther - Alfredo Kraus
Charlotte - Tatiana Troyanos
Sophie - Christine Barbaux
Albert - Matteo Manuguerra
Le Bailli - Jules Bastin
Johann - Jean-Philippe Lafont
Schmidt - Philip Langridge
Brühlmann - Michael Lewis
Kätchen - Lynda Richardson

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Salome por Karajan

O timbre de Behrens mudou muito com o tempo, por vários motivos, em sua atuação como Brunnhilde, em 1989 vc comprova isto. Ela tinha um timbre perfeito para Salomé em 1978 quando ela gravou com Karajan. Se adequava claramente ao quesito: Voz de Isolda, com atuação de uma adolecente. Ela tinha uma voz doce, delicada e suave, muito sedutora como fica clara em "Ich will nicth bleiben". Sua personalidade mais possessiva fica mais presente em "Ich wunsche mit ihm zu sprechen" por exemplo. Em "Du Wirst das fur mich tun, Narraboth, nicht mahr?" Berhrens faz um trabalho com a voz, em que não a uma pronuncia tão preocupada quanto com a sensualidade. Ela torna-se envolvente, e aos sons da orquestra de Viena, com a batuta de Karajan ela consegue fazer mágica, tornando a personagem e os sopros da orquestra com uma extrema beleza, nunca vista de igual grandeza. A severidade de João Batista é perfeita na personagem que JOsé vam Dam mostra-se um baixo-barítono potente, claro e de frases marcantes. Ele tem uma voz forte, em que a personalidade de João Batista é posta a nbossas frentes com todo um trabalho completíssimo. Sua voz envolve com a de Behrens criando duas personalidades distintas. O homem santo e a mulher profana. Essa união surge uma mússica marcante que ecloda apartir do primeiro olhar da Salomé a João Batista. A apaixonada Salomé surge inicialmente em "Jochanann! Ich bin verliebt..." Em que Behrens desenvolve um timbre tão apaixonada que poucas sopranos conseguiram. Pois ela não cai em execessos, ela fica apaixonada claramente, com um timbre muito bonito, e um lirismo, mesmo em passagens tão dramáticas. Ela faz um show até em seu último apelo direto, em que João Batista volta para sua cova. Surge depois de um interlúdio a voz de Herodes e Herodias, casal antipático que Bohm conseguiu ficar aquém, e Baltsa ainda estava muito nova para Herodias, pois ela era mais nova que Behrens!!!

A regencia de Karajan sobrepõe a vários momentos, mas fica claro que esta é talvez a melhor Salomé já gravda. Só comparada a de Solti, Moralt, Krauss e Sinopoli.



Salome by Richard Strauss performed in German
Conductor Herbert von Karajan - 1977-78(STU)
Orchestra - Wiener Philharmoniker
Salome - Hildegard Behrens
Jochanaan - José van Dam
Herodes - Karl-Walter Böhm
Herodias - Agnes Baltsa
Narraboth - Wieslaw Ochman
Ein Page - Helgä Angervo
Erster Nazarener - Jules Bastin
Zweiter Nazarener - Dieter Ellenbeck
Erster Soldat - Gerd Nienstedt
Zweiter Soldat - Kurt Rydl
Ein Cappadocier - Helge von Bömches
Ein Sklave - Horst Nitsche
Erster Jude - Heinz Zednik
Zweiter Jude - David Knutson
Dritter Jude - Gerhard Unger
Vierter Jude - Martin Vantin
Fünfter Jude - Erich Kunz

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Don Procopio por Amaducci


Não é só de Carmen que Bizet ganhou pão, please! The Bizet's operas "O pescador de p[erolas" e Djmalieh are so great, and relly funny! A música é tão suave e gostosa de ouvir que vale a pena. Emn Dja... Ele faz um uso mpleno da musica incidental, Já em Don Procorpio, que não pe de suas obras a mais conhecidas, ele uso coloraturas belas, e nescessita de uma soprano com coloraturas muito firmas, mesmo que eu creio que se ele usa-se uma mezzo com um bom registro agudo o papel também seria mto bem representado (falo da érsonagem de Eufemia). se nâo me engano esta ópera foi inspirada em Don Pasquale e é bem curtinha, nela o compositor mostra-se com teco de bel-canto, mas já com uma não tão clara indentidade. Nesta ele faz uso de dialogos, tornando-se uma opera cominique. Com o uso da mpusica incidental de Bizet em algumas passagens, A ópera está em Italiano, e usa-se de uma mpusica muito saborosa... A ária de Ernesto mo primeiro ato é uma coisa dotada de extremo lirismo é saborosa, e as flautas ao canto, ah... é a aria para Barítono mais interessante quando se fala em lirismo, mesmo que um tenor dramático cantando seria bem melhor.

A serenande de Odoardo é incrível, em questão de qaulidade musica, e cm uns momentos ao violão impagáveis...
Nesta gravação voce contara com as coloraturas mais que incríveis da angelical voz de Mady Mesplé, em que ela confirma que é uma das maiores sopranos de coloratura do séc. XX. a voz um tanto mais velha de Alain Vanzo, que sempre teve um repertório mara quando fala-se em ópera francesa. a interpretação de todos é mara, mas Mesplé é a estrela desta ópera um tento esquecida, mas muito saborosa de Bizet.
Don Procopio by Georges Bizet performed in Italian
Conductor Bruno Amaducci - 1975(RA)
Orchestra - Orchestre Lyrique de l'O.R.T.F.
Chorus - Choral Lyrique de l'O.R.T.F.
Don Procopio - Jules Bastin
Don Odoardo - Alain Vanzo
Don Ernesto - Robert Massard
Don Andronico - Ernest Blanc
Pasquino - Jean-Louis Soumagnas
Donna Bettina - Mady Mesplé
Donna Eufemia - Lyliane Guitton